A construção civil é responsável por cerca de 20% das emissões globais de CO₂, mas iniciativas inovadoras vêm mostrando que é possível mudar esse cenário. No Complexo de Paraisópolis, em São Paulo, a arquiteta Ester Carro lidera projetos de habitação que reaproveitam materiais descartados de outras obras, transformando resíduos em soluções de moradia mais seguras e sustentáveis. Essa prática, conhecida como “design circular”, já garante que 35% dos insumos utilizados em suas obras sejam de reaproveitamento, reduzindo custos e impacto ambiental.
Universidades e empresas também estão investindo em alternativas de baixo carbono. Em São Paulo, o Centro de Inovação em Construção Sustentável da USP desenvolveu um concreto com 40% menos emissões, enquanto incorporadoras aplicam aço produzido a partir de sucata reciclada e energia eólica, sem perder qualidade estrutural.
ONGs seguem o mesmo caminho. Em Carapicuíba, na Grande São Paulo, casas emergenciais estão sendo erguidas com blocos de plástico reciclado, resistentes a enchentes e ondas de calor, garantindo mais dignidade para famílias em situação de vulnerabilidade.
Esses exemplos mostram que, mais do que uma tendência, a construção sustentável já é realidade no Brasil, unindo tecnologia, consciência ambiental e impacto social positivo.
Fonte: Jornal Nacional
